quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Onde Está o Natal?

Lembro das noites de natal da minha infância com muita nostalgia, e tenho orgulho de dizer que é uma nostalgia sincera, diferente da nostalgia comercial de muitas crianças da atualidade.

Ultimamente a alegria do Natal, para a maioria das crianças, está vinculada ao materialismo de presentes ou viagens. A minha infância não teve presentes debaixo da arvore de natal, não teve viagens à europa com bonecos de neve, tampouco alguém da família fantasiado de papai noel distribuindo presentes caros. Minha mãe trabalhava muito, para educar e dar aos 05 filhos o básico e meus irmãos e eu nos contentávamos apenas com uma "roupa nova de Natal".

Mas, mesmo com toda aquela dificuldade, lembro-me com nostalgia daquela época, pois eu preservava um bom espírito de criança, que depositava nessa data um significado todo especial pelo simples fato de estar com toda familia reunida superando adversidades, celebrando a oportunidade de estarmos por mais um ano lado a lado, e o fato de estarmos longe de presentes caros pode nos aproximar com toda a verdade do mundo.

Hoje, já adulto, olho para trás comparando com os dias atuais e tenho medo desse ser amargo que possa ter me tornado: descrente do espírito natalino, descontente com abraços determinados apenas por datas de calendários e que cogita a hipótese dessa data, que outrora era tão mágica, ser uma mera estratégia capitalista para alavancar a econômia mundial.
Ohhh Deus! Livrai-me de um coração adulto descrente da magia do Natal.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA INTROSPECTIVA



Nessa época do ano eu gosto de assistir aos diversos programas de retrospectiva que passam na TV analisando os fatos marcantes do mundo com meros olhos de telespectador. Porém, hoje resolvi fazer a minha "retrospectiva introspectiva", ou seja, analisei com a alma os acontecimentos de 2011 da minha vida. E se fosse escolher uma palavra para definir esse ano seria: ADAPTAÇÃO!


O início do ano foi de adaptação à vida de formado, eis que após 04 anos me deparo com noites, dias e tardes sem os compromissos da universidade, sem relatórios, provas, artigos científicos, projetos de extensão, estágios e sem TCC. Senti uma falta enorme de tudo isso pois com toda essa pressão também se foram amigos muito especiais da faculdade, irmãos de república, pessoas que aprendi amar durante todo o período de vida acadêmica.


Com um certo tempo ocioso em março resolvi cuidar de mim e iniciei a academia de musculação (algo que abominava e fugia) e também inicie as aulas de natação e Pilates, foi uma adaptação fisica na qual meu corpo percebeu a mudança de ritmo de vida e tenho que admitir que adorei e isso me fez sentir muito bem. Esse mês também foi emocionante devido minha colação de grau e formatura, foi lindo a presença dos meus pais nessa etapa da minha vida. Como também foi muito importante o batizado da minha afilhada no mês de abril.


Em maio me desliguei do trabalho, me desliguei de chateações desnecessarias, de pessoas inconvinientes, de antigos medos, de falsas amizades, tentei ser menos perfeito e permiti me divertir mais.


No decorrer do ano conheci novos colegas, descobri o significado da palavra amizade (com o Tiago), viajei com meu filho nas férias escolares, depositei minhas fichas numa falsa jogada, chorei, fiquei triste, me decepcionei, mas sorri, gargalhei, fui feliz e sonhei muito muito mais.


No final de setembro aprendi que eu sou o autor da minha história e responsável pela minha felicidade, também aprendi a nadar, me mudei de Bragança Paulista e me adaptei a São Paulo, me adaptei a um novo trabalho, a uma nova casa, a novas regras, a uma nova vida e finalmente em dezembro me adaptei à idéia que o amor existe e que ele pode se concretizar enquanto houver vida.


Por isso vamos celebrar a grande dádiva da vida e celebrar nossa capacidade de ADAPTAÇÃO!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

OBRIGADO PELAS FLORES THE SMITHS...




Todo mundo tem uma banda, um artista, um instrumentista, um ícone da música que gosta e não se cansa de ouvir suas obras, cujas produções dizem algo que parece que foi escrito especialmente para você, algo que incrivelmente parece contar alguns fatos sobre sua vida, até parece que o compositor conhece seus segredos.
Sim! Todo mundo tem aquela musica(s) que marcou sua vida e que pode ouvir mil vezes e mesmo assim mantém o encanto da primeira vez que ouviu. Todo mundo tem! e a minha é uma banda chamada: The Smiths!

The Smiths foi uma banda de rock britanica formada nos anos 80, pra ser especifico, em 1982, cuja base principal foi a aliança entre as composições do vocalista Morrissey e os arranjos do guitarrista Johnny Marr, em sua formaçao principal fizeram parte também Andy Rourke no baixo e Mark Joyce na bateria.

The Smiths foi uma das bandas que influenciaram nada mais nada menos que Renato Russo e observando a performance no palco e estudando as letras das musicas nota-se que há uma grande similaridade, tanto na atitude performática quanto na inquietude politico-social das letras. Sem falar que nas duas bandas também havia a genialidade e cumplicidade na parceria entre o vocalista e guitarista da banda, assim como houve entre Morrissey e Marr também houve entre Renato Russo e Dado Villa Lobos.


The Smiths tem em suas letras um senso de contentamento descontente, um ar de protesto subentendido numa inteligencia camuflada, suas musicas têm o poder de te deixar feliz e triste ao mesmo tempo e suas letras transbordam uma poética figurada como se fosse um grito sufocado dos jovens no início dos anos 80 por um mundo com menos ódio e mais amor.
Uma das canções mais conhecidas dessa banda chama-se: The Boy With The Thorn in His Side. Adoro essa música e sua tradução indica um pouco essa necessidade:

"O garoto eternamente atormentado
Por traz do ódio jaz
Um desejo de roubar amor
Como eles podem ver o amor em nossos olhos
E continuar sem acreditar em nós?
(...)e quando você quer viver
Quando você começa?
Onde você vai?
Quem você precisa conhecer?

The Smiths chegou ao final de sua jornada em 1987, devido desintendimentos entre Morrissey e Marr. Uma pena, pois eles formaram um dos casais mais lindos da história do Rock! Porém a briga de ego dos dois tornou-se maior que o propósito de uma banda, mas ainda bem que desse casamento nasceram obras memoráveis que continuam, após 30 anos, a encantar, confundir e emocionar milhoes de seguidores pelo mundo, e eu sou um deles que agradece aos Deuses do Rock a noite em que um grande amigo chamado Marcos apresentou-me essa banda incrível!
Recomendo as canções:


*There is a Light That Never Goes Out
* That Joke Isn't Funny Anymore
* This Charming Man
* Girl Afraid
* How Soon is Now
Enfim confesso: - Sou apaixonado pelo Morrissey e acho que só ele me entende...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DIRIGINDO NA NEBLINA











Escrever realmente é um processo complexo... alguns autores, como o escritor irlandes Colum MacCann, ganhador do útimo National Book Awards de Ficção, considera a arte de escrever como Dirigir na Neblina.


De fato, cheguei à mesma conclusão afinal dirigir na neblina pode ser arriscado, pois algo automatizado, como dirigir, necessita de todos seus sentidos ativados, em alarde como se voce reaprendesse a dirigir e na tentavida de encontrar seu caminho corre o risco de se perder, de se confundir e também de se encontrar...


Decidi reforçar essa minha mania de escrever, voltei a dirigir na neblina com esse blog e assim vou me perder, vou me confundir na tentativa de me encontrar ainda mais.