A Pele que Habito, filme lançado em 2011 dirigido por Pedro Almodóvar conta a história de Richard Ledgard (Antonio Bandeiras) um cirurgião plástico que após a morte da sua mulher num acidente de carro, se interessa pela criação de uma pele com a qual poderia tê-la salvo.
Doze anos depois, ele consegue cultivar esta pele em laboratório, aproveitando os avanços da ciência e atravessando campos proibidos da ciência. No entanto, com o avanço do filme iremos perceber que este não foi o único delito que o cirurgião cometeu.
Doze anos depois, ele consegue cultivar esta pele em laboratório, aproveitando os avanços da ciência e atravessando campos proibidos da ciência. No entanto, com o avanço do filme iremos perceber que este não foi o único delito que o cirurgião cometeu.
Um conto moderno à la Frankenstein de Mary Shelley, uma referência a esse romance gótico publicado em 1818 assim identifiquei " A Pele que Habito", mais novo filme do cineasta Pedro Almodóvar. Como na obra de Shelley no filme há a reflexão sobre os limites da medicina, as questões envolvidas na ética profissional médica e a relação entre criador e criatura, em um aspecto ficticio de criação artificial de um ser.
Porém, como Almodóvar questiona conceitos característicos a sua obra num âmbito passional, sexual, psicológico e muito intimista "A Pele que Habito" teve como referência "Mygale" o romance de Thierry Jonquet publicado em 1984.
Gosto dos filmes do Almodóvar pelas reflexões que despertam no desenrolam da trama e que continuam a nos provocar quando sobem os créditos do filme e que permanecem a nos questionar a todo instante sobre temas tão humanos explorados de maneira caricata nos seus filmes, mas que sempre identificamos como medos, angústias e aflições bem próximas à nossa realidade.
Após esse filme pensei sobre muitas coisas, muitas coisas... principalmente sobre o conflito entre o corpo e a mente. Tais questões vieram à tona:
Como viver em uma pele que não representa o seu "eu", a sua identidade?
Como entrar em contato com sua força interior e equilibrio independente de concepções estabelecidas sobre sua identidade de gênero?
Como adaptar-se à uma realidade que não condiz com a sua idéia sobre seu corpo?
Agradeço a Almodóvar pois com "A Pele que Habito" tornei-me uma pessoa melhor, livre do preconceito que tinha a respeito da Transexualidade ou qualquer outro preconceito relacionado à idéia do corpo e da mente. E após esse filme conheço-me melhor...
E você? Conhece quem você realmente é?
