quarta-feira, 15 de junho de 2016

HAVIA UMA FLOR NO MEIO DO CAMINHO





Na natureza 

Tudo é necessidade e instinto

Tudo é grandiosidade e detalhe


O mesmo princípio germinativo


Abre um botão de lírio 


E levanta vastas matas

Da necessidade dessa natureza 


Resultam coisas infinitas: 


Cosmos, homem e baratas

O homem: escravo dos seus desejos

Agente da selvageria 

Ao atender vãs vontades

Afasta-se da sua divina unidade


E ao guiar-se por desejos


Transforma a cidade 


Em um campo de batalha

Mas no amanhecer de cada dia

Nessa guerra de desejos e vontades


Eis que a natureza nos privilegia


Com sua mais bela arma