terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A PERSISTÊNCIA DA MEMÓRIA





Quanto tempo ainda mais
Para tornar-me imune 
Ao seu nome?
Falta muito ainda 
Para esquecer o perfume da sua camisa
E o numero do seu telefone?
Eu que pensei que o tempo
Estaria a meu favor 
Desde aquele último abraço
Como se desatasse nossos planos
De acordo com os meses do calendário 
Em vão, eis que o tempo passa
E eu só quero que você saiba:
Que ainda sinto a sua falta
E a persistência da memória
É mais forte que o passar das horas
Quanto tempo uma pessoa
Pode estar ligada a outra?
Quanto tempo para recuperar 
Minha dignidade fragilizada?
Como é demorada 
A viagem de volta do seu mundo
Para o estado em que eu me encontrava
Antes de te conhecer
E aos poucos me esquecer
No percurso dessa estrada