quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

SILÊNCIOS



Quantas vezes mais 
Irei preencher o espaço causado 
Pelas palavras não ditas
Com silêncios incômodos 
E sorrisos perdidos?


Eu digo a mim mesmo
Que são apenas impressões falsas
É melhor deixar o dito pelo não dito
Esse nó na garganta logo passa
Desata com um grito no vazio


E após um curto período 
A única dúvida que resta:
Para onde vai o silêncio e
Para onde vão as palavras
Quando não digo o que eu sinto?


E quantas vezes mais
Irei ouvir a frase: 
-Depois falamos sobre isso?
Os Silêncios procuram um lugar
Que não conheço o destino 


Deve ser um lugar mágico
Um lugar protegido 
Onde segredos e verdades
Das nossas bocas (mesmo fechadas)
Continuam caindo
                              Caindo
                                           Caindo




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