Preciso de um barco que cruze os mares
e vá além da ilha estranha que sou
Para desancorar dessa cadeira
Ultrapassar a zona de conforto dessa praia...
Ante esse computador
Preciso sentir o vento frio nas entranhas
A água morna da Baía de Guanabara
Ser guelra de peixe, olho de polvo
Ser cauda de arraia
Preciso que um aeroplano perturbe a calma
Atinja a superfície d’alma
Que plane sobre as águas
E deslize sobre os montes...feito águia
E distante olhar essa sala
Esse povo que não sente
Essa pessoa mecanizada que tanto temia e eis que sou
Que pensa no mar, no vôo das aves
Mas senta-se nessa cadeira
...ante esse computador

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